Numa favela não muito longe daqui…

Por: Regiane Braga

Há 24 anos ninguém morria de bala perdida na favela, ninguém tinha a cabeça raspada à toa, quem apanhava não apanhava por nada, mas ela apanhou! A família dele bateu tanto que machucou não seu corpo, mas o sentimento, a alma.

Ele se casou com outra mulher que se dizia amada e feliz ao seu lado. Cláudia apanhou calada, e não chorou, mas jurou vingança. Órfã de mãe prostituta, avó macumbeira e pai desconhecido. Tinha sido adotada aos 10 anos por uma família negra e humilde, que tentou dar-lhe um futuro diferente.

Conhecera aos 12 anos Paulo, o grande amor de sua vida, mas era crucificada pelos erros dos seus antepassados. Os fogos que anunciavam o Natal anunciavam também a penetração profunda de um amor proibido, que trazia no gozo ofegante e amargo a semente de uma união eterna.

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Caiu na rede

Por: Regiane Braga

Lá estava ele. Passara mais uma noite em claro a espera de um sinal. Apenas o pobre computador ligado a mais de dois dias. De repente, ela surge no MSN. Ele logo esboça um sorriso de alegria, mas logo se frustra. Não era sua amada e sim, sua sogra, a mãezinha da net! Jorge virou para o outro lado da cama e tentou não ouvir os incessantes barulhos que o chamavam com as mensagens que não paravam de chegar.

– Afinal, o que uma sogra quer tanto com o genro se não infernizá-lo? Desta vez era diferente, pelo que a pobrezinha dizia parecia realmente estar desesperada. Pediu ajuda!

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