Saia Justa no 499

Por: Juliana Portella

Manhã de segunda-feira. O sol avermelhado irradiava por trás da Serra do Mendanha um brilho especial. O ar estava velado por uma névoa transparente. Entrei na fila do Cabuçu-Central. Durante a espera, um rapaz na minha frente ouvia funk em seu celular, no ultimo volume. Não nego o ritmo, até curto, mas vamos combinar que logo cedo não dava para aturar.

Para minha alegria o ônibus encostou-se no ponto. Era minha chance de sentar bem longe daquele cara inconveniente, colocar meus fones de ouvido e tirar um cochilo em paz. O motorista abriu porta a e a fila dirigiu-se aos poucos para dentro do ônibus. Comecei a perceber que havia uma possibilidade de eu viajar em pé.

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O começo do fim

Por: Juliana Portella

Na vida, há situações extraordinárias, uma das quais acontecem em dias comuns, quando a gente imagina que está tudo bem. Como de hábito, liguei para Lucas no caminho da minha casa até o ponto de ônibus, enquanto ia para o estágio. Durante a manhã continuei tentando contato com ele. Enviei sms, entrei em seu facebook, twitter e nada. Ainda no estágio, a mãe de Lucas me aborda com uma mensagem no facebook dizendo que não via seu filho desde que ele saiu da minha casa. Imediatamente fiquei gelada. Coração acelerou. O que será que deve ter acontecido com ele? Me perguntei.

Onde ela está agora? Com quem está? Por que Lucas não me atende? Por quê? As interrogações não me  deixaram em paz durante o caminho de 20 minutos que fiz no ônibus de  Belford Roxo ao Bairro de Caioaba onde Lucas mora com a família. Depois de ligarmos para todos os amigos, para familiares, decidimos começar a vasculhar suas coisas e ver se ele havia deixado algum vestígio.

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