Doces com sabor de Liberdade

Por: Joana Ribeiro

5 horas da tarde, o sinal bateu. Hora da saída. Toninho, a partir de agora iria sozinho da escola para casa, mesmo sendo ambas tão próximas. Sua casa ficava há poucos metros da escola. Sorridente, deu um beijo na professora e saiu apressado. Chegou a sua casa, entrou e deixou a mochila cair sobre o sofá enquanto a mãe estava na cozinha preparando a Janta.

Não falou com ninguém, pegou as moedinhas em sua mochila e saiu novamente. Desceu a sua rua, e virou bem na esquina, onde ficava a barraquinha de Dona Leila. Ele ainda com o sorriso estampado no rosto chegou todo serelepe gritando por doces. Dona Leila ficava furiosa com Toninho, dizia que ele deveria ter modos, mas ele pouco se importava, gritava e ficava pulando de alegria dentro de sua barraca todos os dias quando saída da escola. Toma, me dê tudo de doces. Disse ele. Todo feliz se sentindo pleno de liberdade.

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Aleluia Irmão

Por: Joana Ribeiro

Barriga roncando de fome e no bolso não havia um tustão.

Minha casa ficava entre, o Glória a Deus do pastor, e o pagodão

Tentei dormir entre tanto barulho, mas foi em vão.

Levantei e fui até o portão, dei de cara com um irmão.

Pedi um prato de comida, pois não tinha jantado até então.

O cara me levou até o pastor, que sorrindo me estendeu a mão.

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Arrependimento

Por: Joana Ribeiro

Marcelo chegou cedo à casa de Fernanda, era comemoração do aniversário do pai dela. Almoçaram todos juntos, e logo após o almoço, foram para o quarto, conversaram, e aos poucos o papo descontraído foi dando espaço para uma discussão. Marcelo queria saber quem era o rapaz sentado à mesa, pois percebeu que ele não era da família. Ela confessou que ele era um ex-namorado e que seu pai o considerava muito e por isso exigiu a presença dele naquele almoço. Marcelo achou um tremendo desaforo, e cheio de ciúmes, resolveu sair.

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