Como é bom ser criança

Por: Igor de Oliveira – Bola

Juquinha tem nove anos, no auge da ingenuidade caminhando na linha tênue entre a inocência e a consciência sai da casa da “bisa” afim de comprar um sorvete na sorveteria do seu Aroldo, que minutos atrás quando chegava com sua mãe para o aniversário havia encontrado somente alguns passos da casa.

A mãe de Juca de cara discorda, pois sabe quão perigosa pode se tornar essa simples ida na esquina, mas sabe como é avó, e nesse caso era avó e bisavó ou seja dois contra um. Enquanto a mãe se encontrava apreensiva Juca chegava a sorveteria, devidamente educado se dirige ao senhor que se encontra no balcão:

Boa tarde, eu quero um de duas bolas, uma de chocolate e outra de morango.

É pra já.

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Por pouco tempo

Por: Igor de Oliveira – Bola

A Penha já não é mais a mesma. Olhares temerosos anunciam que estamos na era do Maluco, somente um olhar mal interpretado por ele causava mais um óbito, acompanhado da confecção de cem camisas na estamparia do Frajola.

Até o Bicho Papão e o Velho do Saco antes temido pelas crianças já não causam tanto medo assim e o receio de sair de casa ia além de cogitar que sua filha adolescente pudesse despertar o interesse do dono, que viria na sua casa e a levaria a força de seus pais.

Dono do “Complexo da Penha” nos anos 90, Maluco nos reserva as histórias mais cruéis que já escutei ou ouvi falar.

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