Sabedoria

Por: Edilano Cavalcante

A noite já havia lambido o céu de Fortaleza,quando uma mulher magra, vestida de preto em um estilo elegante, caminhava solitária cortando a Praça José de Alencar. Seus cabelos pretos se misturavam com alguns fios prateados pintados pelo tempo, era Sofia, uma psicóloga bem sucedida e respeitada no que faz.

No entanto ela tinha algo a mais em seus genes que a diferenciava dos outros seres, era provida de um dom que a impedia de viver naturalmente no meio social. Sofia tinha a habilidade de ouvir pensamentos, principalmente os ruins, quando começava qualquer afinidade com alguém, em minutos algum tipo de pensamento que a impedia de continuar.

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Quase verdade

Por: Edilano Cavalcante

Moro na esquina do céu. Bairro aconchegante como esse, dificilmente irá encontrar, não com pessoas tão gentis, acolhedoras, desprovidas de qualquer vestígio de maldade, estão sempre disponíveis a dar um sorriso quando a invejosa tristeza costuma bater nas portas, disfarçada de uma solidão boa.

Nesse cenário flutuante, sou conhecido e conheço todas as pessoas, faz parte do ensinamento casual dividir e multiplicar o amor que recebe, também é comum ver velhos moradores ensinando humildemente os novos que se agregam a esse grande laço de divindade múltipla.

Rotineiramente fazem-se grandes festas para registrar os acontecimentos espalhados por todo bairro, vou tentar lembrar com clareza de um dos mais importantes eventos dos últimos meses; o casamento do sol com a lua.

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O ritmo de uma caminhada

Por: Edilano Cavalcante

Jorge, um cara sortudo que morava a 3 km do trabalho, tinha o privilégio de dormir até as 8 da manhã, acordar sem pressa, tomar seu café e só as 08h45min pegar um ônibus para o emprego que iniciava as 09h00min.

Neste dia três pessoas subiram no ônibus com ele, enquanto as pessoas passavam a roleta, Jorge começou a procurar o cartão de passagem.

_ não é possível meu Deus, esqueci o cartão.

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Casos e acasos

Por: Edilano Cavalcante

Já começava cair à noite no Rio de Janeiro quando Júlio, morador do bairro de são Cristóvão, decidiu entrar no Facebook conversar  com Renata, sua noiva. Haviam se passado quase 24hs desde à hora em que ela tinha saído de sua casa na noite anterior, em direção à casa de sua mãe Claudia, na Tijuca. O simples fato de estar chovendo fez Júlio se acomodar no quarto e esquecer-se de procurar por Renata durante o dia.

Nos primeiros minutos Renata não estava online, Júlio esperou mais um pouco e enfim ela entrou.

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