No metrô

Por: Diego Lanza

Desce apressada as escadas do metrô. Seus saltos fazem um barulho forte e seco nos degraus de concreto.

Está muito apressada, mas na escada rolante uma aglomeração gigante de pessoas tentam descer juntas. Pula os últimos dois degraus e corre para a fila de compra da passagem.

Uma outra aglomeração se encontra à sua frente. Ela solta um muxoxo e fica atrás do último da fila. O tempo urge, porém, o caixa dos bilhetes do metro parece trabalhar bem devagar. E sim, só tem uma pessoa para atender toda aquela multidão.

Continuar a ler

Anúncios

Ensopadinho

Por: Diego Lanza

Ele nem bem acordou e já ligou com o dedão do pé o computador. O aparelho era como uma extensão do seu corpo – um órgão cibernético. Levantou-se, escovou os dentes e lavou o rosto. Olhou no relógio e viu que já passavam das quatro da tarde. Soltou um suspiro – odiava acordar tarde! Sentou à mesa para usar o aparelho: Checou emails, olhou as redes sociais. De repente uma janelinha das mensagens instantâneas pisca na tela. No programa a foto do namorado. Mas o texto anunciava que era outra pessoa – a sua sogra. Ela escrevia em caixa alta e deixava visível seu desespero tanto pelo conteúdo como pela forma que escrevia. “EDGAR NÃO APARECE EM CASA DESDE QUE SAIU DE SUA CASA, ONTEM! ESTOU DESESPERADA!! ONDE ESTÁ ELE?!”.

Continuar a ler