Breve encontro

Por: Darlan de Oliveira Grossi

Noite de véspera de feriadão, Rodoviário Novo Rio não parava de chegar e sair ônibus era notória a agitação dos passageiros entre idas e vindas numa barulheira que só escuta-se quase que simultâneo.

-Cadê minha mãe? Perguntou um menino.

-Cadê minha filha? Perguntou uma idosa.

-Não sei quem é sua mãe. Disse a idosa

-Estou desaparecido?

-Calma eu também me perdi da minha filha.

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Os lindos olhos de Lucinha

Por: Darlan de Oliveira Grossi

Ei de me lembrar enquanto viver dos lindos olhos que se escondiam atrás de cabelos esvoaçantes contra o vento, esses olhos tinham dona, essa dona Lucinha.

Ela era minha vizinha e o contato que tinha com ela era mínimo eu sabia que ela morava com dois irmãos e o padrasto, eles eram os caras mais barra pesada do bairro aquele que ousasse olhar para Lucinha tomava pancada, isso desde quando sua mãe morreu quando ainda tinha 15 anos, seu padrasto passou a escravizá-la e com o tempo Lucinha deixou de fazer o que gostava, deixou as amigas e até mesmo a faculdade, o grande sonho de sua mãe era que ela fosse medica, e Lucinha passou na faculdade de medicina, mas logo abandonou, seus irmãos sufocavam sua liberdade a pedido de seu padrasto.

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Ou paga ou desce

Por: Darlan de Oliveira Grossi

Tudo soava muito estranho naquela manha cinzenta de segunda-feira, quando ainda abatido tomei um ônibus rumo ao trabalho, a todo tempo eu me fazia perguntas do tipo; porque comigo? Tinha que acontecer logo agora?

Esses são questionamentos que diversas pessoas fazem em alguma parte de suas vidas. Especialmente hoje não liguei para toda aquela gente imprensada no ônibus, tudo e todos pareciam tão frios e amargurados talvez seja porque eu esteja de luto e minha mente esta enxergando tudo tão triste, ou porque se trata de segunda-feira de trabalha.

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Uma tonelada

Por: Darlan de Oliveira Grossi

Havia sido um dia normal como todos os outros dias com um diferencial  que só pude ter conhecimento quando cheguei em casa, ao entrar na internet me deparei com minha sogra falando que minha namorada havia desaparecido, aquela noticia foi como um peso de uma tonelada afundando no estômago, fiquei incontrolado eufórico andando de um lado ao outro me perguntando o que poderia ter acontecido até minha mãe percebeu pela minha cara de desespero com os olhos arregalados de alguém assustado.

A primeira atitude pensável que tive fora ir até  a casa de minha sogra saber mais noticia, minha mãe me acompanhou, pois a noticia me deixou muito eufórico, chegando me deparei com a cena de Maria minha sogra sentada na calçada na sua mão direita um celular e na outra um cigarro, ao me ver disse que a ultima pessoa com a qual ela havia tido contado foi comigo ontem. Na mesma hora fui invadido por um sentimento de culpa.

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