A redação de Marisa

Por: Andreia Coutinho

A praça estava cheia do piar dos passarinhos e dos gritos das crianças correndo. De um lado, o parquinho com gangorras, escorregos e balanços, e de outro, um círculo de banquinhos em frente ao lago do chafariz. O céu, mais azul do que nunca, estava desenhado com nuvens e gaivotas. No chão, pombos atrás de milho e folhas caídas do flamboyant. Não existe faixa etária para ser público de praça. Bebês, crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos – há lugar para todos. Para os que gostam de sentar e conversar sem precisar consumir alguma coisa, que procurem uma praça!

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Caminhando contra o vento…

Por: Andreia Coutinho

Imagine dois metros quadrados. Agora monte um papelão forrado com lençóis na esquerda, um radinho de pilha na direita, um montinho de sapatos e roupas misturados e embolados preenchendo os cantos vazios. Era ali que vivia o jovem Jailson. Cearense, 19 anos, negro e dono de um sorriso incrível. Ele montou seu cantinho com pedaços de madeira entre as ruas de Alcântara subúrbio de São Gonçalo. Após uma briga quase fatal com seu pai, ele arrumou uma trouxa de roupas, cuecas e sapatos, pegou uma carona com um caminhoneiro e depois de alguns dias de viagem, veio parar no subúrbio carioca.

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Fila

Por: Andreia Coutinho

Tem coisa pior do que enfrentar fila? É fila no banco, fila na loteria, fila no supermercado, fila para ir ao banheiro. Não tem jeito! Existe fila para tudo. Mas que saber o que pode ser ainda pior? Gente furando fira. Não aguento com esse pessoal espertinho, que adora traçar um mapa da facilidade e pegar atalhos.

Ah, EU FICO PARA MORRER!

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