A LIBERTAÇÃO ou ABRINDO AS GAVETAS

Por: Ana Laura Gschwend

Vera era mulher muito dedicada.  Acordava antes das oito todo dia, mesmo que a noite anterior tenha passado acordada praticando seu único vício: jogar buraco on-line. Naquela quinta-feira antes mesmo das 7:30h, ela acordou com um telefonema. Era Pedro, o diretor da escola estadual onde o filho trabalhava, dizendo que este não havia aparecido nem ontem e agora nem esta manhã, quando aplicaria um trabalho à turma. Vera deu uma desculpa qualquer e correu para o quarto do filho, se dando conta que Paulinho não estava e parecia não ter estado também durante a noite. Isso não era normal, pensou. E correu para a internet, tentando encontrar pistas do filho, que era professor de matemática.

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