Por: Ana Gabriela Castro Corrêa

O que ela poderia fazer para se livrar daquilo? Sentia como se seu coração estivesse completamente fechado para a vida. Dizia-se incapaz de fazer as coisas que sempre fez e agora sua vida se resumia em acordar, levantar da cama, sentar naquela poltrona e ver a vida passar pela janela daquele quarto branco.

Durante o chá da tarde, enquanto olhava algumas bolachas que ainda pairavam sobre o pequeno prato ouviu um barulho no corredor e logo depois uma criança adentrou seu quarto e pulou em sua cama.

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Tudo por um sonho

Por: Ana Gabriela Castro Corrêa

Eu não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo. Meu coração estava acelerado, minhas mãos suavam mais que o normal, minha garganta secou e conseguia sentir até as minhas pupilas dilatadas.

Não existia outra saída, eu tinha que fazer aquilo se não seria linchada pelo trocador para fora daquele ônibus.

– Gente! – disse um pouco mais alto levantando do meu lugar em seguida. Agora eu tinha todos os olhares sobre mim e aquilo não era bom

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