SAIDINHA DE BANCO

Por: Adilson Passos

A esperta neta do seu Azarildo, tinha que ficar mais atenta, pois assim que retiraram o dinheiro da aposentadoria no caixa eletrônico; ouviu alguém dizendo no nextel: – O Velhinho! Bela olhou em volta de ambos dentro do banco e viu que só tinha o seu avô com aquelas característica, ficou preocupada; o elemento falou isso no exato momento em que ela ajudava o senhor a colocar o dinheiro na bolsa.

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E Érika sumiu

Por: Adilson Passos

Ela já não agüentava mais; pedia com jeitinho, com carinho, se fazia de brava, dizia sentir se excluída das amigas, fazia chantagens emocionais, mas nada, a avó era irredutível, estava determinada a controlar a neta de apenas 13 anos de idade, que ela sabia ser muito esperta e não a deixava sair sozinha.

Tinha um acontecimento importantíssimo e Érika queria e iria participar, a qualquer custo. Não fizera nenhum pedido, nem mencionara o fato em casa, pois com isso sua avó se tornaria mais vigilante, e com certeza, tentaria impedir que ela participasse da festa de quinze anos da sua amiga Eliane, que seria no sábado em Rio das Ostras.

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Não mexa com essa “sarrabuia”!

Por: Adilson Passos

Ao meio dia, o calor de mais de quarenta graus na Avenida Presidente Vargas, era insuportável; o veículo não possuía um sistema de ar condicionado. A trocadora demonstrava ser implicante; gorda, lixava suas unhas vermelhas sem prestar atenção ao seu serviço.

Também com o Rio Card quem tem crédito passa, quem não tem pára na roleta. Nem precisa da intervenção da moça. Como o último da pequena fila, só estava esperando chegar a minha vez de passar. Um maltrapilho que estava à minha frente tenta por duas vezes; passa o cartão e a máquina rejeita, tenta novamente e já enfurecido consegue passar. Olha um instante para a trocadora que continua fazendo e soprando as suas unhas com habilidade, e recomenda: -Não mexa com essa “sarrabuia”!

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Domingo de manhã

Por: Adilson Passos

Amanheceu um dia lindo! O sol havia expulsado a chuva e já começava mostrar os primeiros raios calorosos, aquecendo os corações dos que foram atormentados nas noites anteriores, pela falta de Érika. Bem cedo, o dia já prometia, e muitas pessoas após darem uma organizada em suas casas, faziam planos para passarem o resto do dia sob o sol nas areias escaldantes das praias. Aquele tempo nublado, definitivamente havia chegado ao fim e  como tudo indicava o verão estava chegando para ficar, e, como sempre, quem manda na cidade maravilhosa é ele, o reinado do sol. Lá pelas sete da manhã ele brilhou ainda mais para dona Nênia, no Curicica.

Chegou cheia de saudades, chorando e abraçando a avó Nênia, que não tinha cochilado a noite toda. Já sem forças, deprimida; estava recostada sobre um sofá na sala. Mas ao ver um movimento de pessoas saindo de casa, em direção à rua se esforçou ao máximo, levantou-se, num ímpeto de felicidade, ao ouvir a voz da neta, que chorando, conseguiu chamar alto e claro:

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