Quando a liberdade transpassa o medo

Por: Abrahão Turko

Aquele beijo derradeiro era o mais próximo que ela poderia estar em lembrança, de seu amor. Foram dias fel, aqueles vividos, depois que ela reuniu toda a família pra dizer que Lúcia era mais que uma amiga.

Maria Clara tinha o mesmo objetivo de vida de todo mundo, o de ser feliz. E talvez por isso tenha a vida inteira se condicionado a enquadra-se na felicidade dos outros, mentia pra si mesma. Negava-se.

Chegou um momento em que já não queria esperar pelo chamou de libertação pessoal e para viver esse tardio sonho, ela seria capaz de renegar a própria família, mas sofria em silêncio pela única filha que não engolia o fato da mãe ter redescoberto sua sexualidade logo na maturidade.

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O feijão de D. Rita

Por: Abrahão Turko

Minha póstuma lembrança dela seria com certeza algo aterrador para uma mãe, por tanto optei por não dizê-lo, apenas tentar confortar com palavras que Dona Rita certamente precisaria ler.

Valéria não estava mais ali e eu sabia disso, a barra inferior piscava, Dona Rita no msn vagarosamente digitava, dividia comigo sua preocupação. Não poderia dizer que minha dor naquele momento era mais pugente, olhava para a nossa foto em ilha grande e a pirraça que ela tentou disfarçar quando uma sueca puxou assunto comigo no catamarã, ela detestava mulheres loiras.

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