O Parlatório dos Viventes

Por: Bartolomeu Barboza

À Luiz Fernando Sarmento

É manha na Praça Brasil, uma ampla Praça ao Sul do bairro. Com seu peculiar pagode Tailandês ao centro, de jardins floridos, arvores verdejantes, lago com carpas, enfim uma Praça agradável de se ficar.

Por trás da guirlanda de flores existe um parquinho, para que os pequenos brinquem e peguem sol. Mais o que tem essa Praça de diferente, é o “Parlatório dos Viventes”, um espaço dedicado ao dialogo mutuo, de troca de experiencia de vida.

Em circulo as pessoas sentam pra contar suas histórias, desabafos e também para contribuir com o Classificado Social, uma especie de cadastro de pessoas, do que fazem e do que procuram.

Lá estão Maria e Juliana, que como em um jogo de peteca, jogam uma pra outra seu entendimento do feminino. Seguindo a metodologia de Don Sarmento, famoso decodificador de sonhos, criador de amizades.

Entre elas rola um bate papo que por hora esta assim.

Maria- Acho que é bem melhor ser mulher hoje em dia! O que você pensa disso?

Juliana- Eu gosto de ser menina, meninas tem os mesmos direitos que os meninos, né!

Maria- Deixamos pra vocês de hoje, Leis e Direitos! É disso que você esta falando??

Juliana- Sim, sei que existe a Lei Maria da Penha, sei também que homem não pode bater em mulher, senão vai preso!

Maria- E as suas amigas, o que acham?

Juliana- Elas também, nós aprendemos na escola, até fizemos trabalho em grupo, todo mundo gostou inclusive os meninos.

Maria- no meu grupo de caminhada, não tem homem, só mulher.

Juliana- Mais eu acho que é assunto pros meninos também, senão eles não vão entender nada.

E assim continuou por mais alguns minutos esse bate papo entre Maria e juliana. Maria mulher de setenta e dois anos, militante de muitas lutas. Juliana, apenas dez anos de vida.

Não é fácil uma pessoa adulta aceitar um dialogo de igual para igual com quem ainda é uma criança, mais não é só de leis que se faz um país, de respeito ao próximo também, sobretudo com as crianças, elas entendem muito bem, e na maioria das vezes possuem soluções que um adulto não percebe. interessante esta experiência na Praça Brasil, quem sabe outros copiem a ideia, como você e eu.

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