Ela sem chão, Ele sem rumo

Por: Luiz Fernando Pinto

Assim me contaram… Ao lado de fora uma noite fria de lua cheia, a rua úmida e deserta, como de costume ele está acordado, a escuridão é mais um elemento do cenário sombrio e deprimido.

O calendário já não mais importa, o aniversario ele não comemora a vida não lhe faz mais sentido, o vazio é seu único companheiro.

Cá dentro o cenário não é contrario, ela perdeu o filho há quatro anos, perdeu o marido há três, se perdeu há dois dias. Os olhos arregalados, o corpo moribundo, hoje é noite do seu nascimento, resolve abrir a janela, o fio de esperança que ainda habitava com ela aproveita a oportunidade e foge pela janela, onde lá fora ele se encontra.

Com o cachimbo em mãos e os pés descalços ele se aproxima lentamente, vai chegando até a janela, sente-se atraído pela velha, frente a frente dialogam sem palavras. Até que…

_ Albertina.

Sussurra um nome que inventara na hora.

_ Posso entrar?

Pergunta sem fazer cerimônias.

As horas passam, a noite vai embora, pela janela aberta foi possível observar a chegada de visitas que há tempos não davam as caras, Esperança, Desejo, Luz, entre outros que não consegui identificar.

Não me pergunte se é verdade, apenas vos contei o fato que me contaram.

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