Unidos pela monografia

Por: Itamar Porto da Silva

Toda boa história começa com; era uma vez, mas esta começou com; preciso de sua colaboração para uma pesquisa, é do interesse do senhor participar?

Este foi o inicio do diálogo após o cumprimento de uma universitária do curso de psicologia a um senhor de 67 anos que solitário jogava pipoca para pombos em uma praça numa tarde de domingo.

O senhor, autrora acostumado a uma vida muito agitada com inúmeros compromissos interrompida a pouco pela sua aposentadoria, aceita imediatamente a proposta.

-Tudo bem, então a moça responde pedindo que no dia seguinte ele fosse a área de lazer de um edifício enfrente a mesma praça, no horário das 12 badaladas do sino de uma igrejinha que nunca atrasava o seu soar.

No dia e horário marcado, o senhor chega ao encontro cheio de curiosidades, pois o mesmo se perguntava por que a pesquisa não pode ser respondida no momento anterior. Chega ao local uma criança de 12 anos também convidada para participar daquilo que seria uma contribuição para um trabalho de faculdade (monografia).

A estudante que acompanhava o menino se apresenta:

– Meu nome é Mariana, o garoto se chama Luiz, e o senhor, como se chama?

– Roberto. Responde o idoso.

Mariana pergunta:

-Senhor Roberto, o que vem a sua memória quando vê esta figura? E você Luiz? E esta outra seu Roberto? E você Luiz?

E assim foram mostradas a seu Roberto e a Luiz um total de seis figuras.

Mariana agradece e pede licença para preparar um suco e pede também que conversassem sobre a pesquisa, pois fazia parte do trabalho.

O senhor Roberto pergunta a Luiz:

– Meu filho, por que ao ver a figura de um carro você disse que se lembrava do teu pai?

O menino responde:

-Meu pai brigou com minha mãe há seis meses, me deu um beijo e um abraço e disse que me amava, mais do que sua própria vida, entrou no carro e nunca mais voltou para casa. E o senhor? Por que lembrou de um antigo emprego?

– Porque me organizava para comprar um carro daquela cor quando fui demitido por ter arrumado uma namorada em um antigo emprego. Responde Roberto.

Luiz faz uma observação perguntando se ele notou que a resposta dos dois foram diferente em todos os momentos. Seu Roberto responde com sua experiência a Luiz que isso é devido a faixa etária, que ao longo da vida frustrações sociais, familiares e amorosas tornam as pessoas diferentes ao passar dos anos. Luiz disse que nunca tinha ouvido aquelas palavras, seu Roberto aconselha que Luiz sempre ouça os “mais velhos” e observe tudo que aconteça consigo.

Luiz fala a Roberto:

– Gostaria de ser amigo do senhor, gosto de coisas inteligentes, de aprender coisas novas. Quer ser meu amigo?

Roberto responde:

– Aprenda outra coisa “guri”, nunca recuse um convite para ser amigo de alguém e aprenda com qualquer um de qualquer idade. Eu mesmo aprendi algo com você hoje.

-O que? Perguntou Luiz.

Seu Roberto responde:

-Que na vida somos submetidos a frustrações antes mesmo de nos apresentarmos para suas emoções.

Advertisements

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s