Mãe! Traz pra mim também…

Por: Dezirre Loize Gomes Souza

Em uma tarde chuvosa, os netos de D. Agatha pedem para contar uma história pra passar o tempo. Seus netos gostavam de ouvir historias que realmente tivessem acontecido e que sua avó tivesse presenciado de preferência.

Mas não se lembrava de nenhuma história que já não o tivesse contado. Depois de um momento de recordação lembrou-se de um verdadeiro milagre.

D. Agatha: ___ Pois bem! Sentem-se crianças, vou contar um dos  maiores milagres que já aconteceu. Foi na véspera de natal, um dia ensolarado todos alegres por ser véspera de Natal. Na Rua: R: Luiz Carlos Fontoura morava D. Vera.

Uma senhora que vivia sempre de bem com a vida; era a maior doceira do bairro todos adoravam seus doces. Mas era uma senhora muito ocupada, pois além de suas enumeras encomendas tinha que cuidar de sua menina. Uma garotinha linda, da pele morena e dos olhos cor de mele, entretanto era uma menina muito travessa, e por isso tinha que se contentar em fazer suas travessuras no fundo de sua casa onde sua mãe podia lhe observar.

Julia: ___ Mãe, me deixa brincar na rua um pouquinho?

D. Vera: ___ Não Julia! Talvez mais tarde.

Julia: ___ Tá.

Depois do almoço, sua mãe voltou a fazer suas tarefas, e Julia voltou a brincar nos fundos da casa novamente. Depois de algum tempo fez uma nova tentativa para ir brincar na rua.

Julia: ___ Mãe pode brincar na rua agora?

D. Vera: __ Não!

Julia: ___ Mas mãe…

D. Vera: ___ Eu disse não! D. Julia.

Julia ficou cada vez mais furiosa. D. Vera acabou ficando com pena, pois percebendo que a menina não iria sossegar enquanto não fosse à rua, nem que levasse dois míseros segundos, mas teria que ir.

D. Vera pensou em deixar ir à padaria já que ficava na esquina de sua casa, e pediu:

D. Vera: ___ Julia! Quer ir à padaria do seu Beto compra uma caixa de leite?

Julia: ___ Sim mãe!

D. Vera: __ Vá pelo cantinho minha filha.

Julia:___ Tá mãe.

Julia chegou à padaria, e disse:

Julia: ___ Boa tarde seu Beto! Eu quero uma caixa de leite.

Seu Beto: _ Boa tarde Julia! Vou buscar pra você.

No caminho de volta, parou atrás do caminhão de brinquedos que todo ano passava em seu bairro. Subiu na traseira do caminhão para ver quais brinquedos tinha lá; o motorista ligou o carro deu macha ré, ela se desequilibrou e caiu. Uma das rodas empresou todo o seu corpo e uma parte de sua cabeça. Um homem que ia passando viu o que estava acontecendo e grito:

Homem: ___ Para moço! Para!

A vizinhança ficou apavorada! Uma senhora foi avisar D. Vera. Em quanto os bombeiros a tiravam de baixo das rodas e a na maca para se transferida para o hospital.

Durante seis meses D. Vera passava as horas com Agatha, contando histórias, levando flores… Um dia recebeu um documento pedindo autorização para desligar 0s aparelhos, pois Agatha não acordaria mais de seu coma.

D. Vera não assinou autorização nenhuma, e passou mais seis meses ali contando histórias, levando flores… Até que na véspera de natal de 2011, quando estava saindo do quarto e disse:

D. Vera: __ Vou ir buscar um suco minha pequena.

E Julia respondeu:

Julia:_Mãe! Traz pra mim também

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