Luan Santana

Dezenove horas e trinta e dois minutos, O trem começa a se movimentar nos trilhos e na plataforma a multidão se acotovela. È só uma questão de segundos para iniciar o vai e vem de ambulantes. Mal posso esperar para saciar a pequena compulsão que desenvolvi no vai e vem da periferia à cidade.

___Amendoim, torradinho!

___Guaracampi!

____Ô aguáaaaaaaaaaaaaaa!Geladinha!

Enfio a mão no bolso e seguro o carrinho sem rodas que meu filho pedira para eu consertar na véspera.

____Porra! Cadê o dinheiro que a veia me arrumou? Começo a suar frio, por quanto me lembro, que a mixaria , já era, ao invés do tutú eu guardei o cacete do carro do moleque.. ____ E agora?

Cheio de bagagem, Todo nos panos, pisante da hora, mas os bolsos…! Que merdelê! E agora? Como pegar um ônibus pra droga da fábrica, sem uma merreca no bolso? ____ hum mm! Já sei! ___

Atenção senhores passageiros, trago aqui uma verdadeira relíquia: o primeiro carrinho de fricção do Luan Santana. ___ Minha mãe, foi babá dele lá no Mato Grosso do Sul. ___ É o passatempo para a tua viagem.

___ E custa apenas, trinta reais.

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