Sexta-feira 13

Por: Julio Pecly

Nunca acreditei em azar. Depois do que me aconteceu na ultima sexta, confesso que vou repensar isso. Como de costume acordei às seis horas da manhã. Não tinha energia elétrica, tive que tomar banho frio. Quando fui tomar meu pingado, o leite estava estragado. Quando fui calçar meu tênis, arrebentou o cadarço e demorei meia hora para encontrar outro e como resultado, perdi meu ônibus.

Cheguei atrasado ao trabalho, tomei esporro do meu chefe. Na hora do almoço, fiquei engasgado com um osso de galinha. Na parte da tarde para evitar que coisas acontecessem, fiquei quieto no meu canto, trabalhando, adiantando tudo para segunda não ter trabalho acumulado. Quando deu a hora de ir embora, respirei fundo, rezei para São Expedito e fui para o ponto de ônibus.

Entrei, passei pela roleta e quando peguei minha carteira para pegar o cartão. A carteira havia sumido. Ao pagar o almoço, estava com a carteira, devo ter perdido depois. O que prova que à tarde também tinha sido azarada. Olhei para o cobrador e contei a minha historia triste. O cara olhou para mim e sorriu: – Tudo bem! Você pega esse ônibus todos os dias. Segunda você me paga.

Agradeci ao cobrador, fui pra casa e só levantei da cama a meia noite e um minuto. Já era sábado catorze.

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