Menino travesso

Por: Everton Rodrigues

Uma manha de domingo ensolarada na grande cidade de São Paulo, existe um adolescente apelidado Shibica, que é um garoto muito imperativo e conhecido em seu bairro pela sua alegria. As ruas de seu bairro são cheia de ladeiras e vielas.

Antes dos seus pais acordarem, quase todo domingo sozinho, Shibica pega sua bicicleta com rodinhas e brinca na rua de baixo de casa, porem sempre sai sem avisar, quando ele chega em casa recebe uma surra de chinelo; as vezes Shibica enrola seus pais com belo sorriso sempre como uma frase nova “que dia lindo mamãe, vocês descansarão bem hoje, o céu esta cheio de desenhos papai”.

Shibica sempre chega antes do meio dia. Naquele domingo Shibica foi um pouco mais longe por causa de um cachorro que brincava sozinho na rua.

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O Parlatório dos Viventes

Por: Bartolomeu Barboza

À Luiz Fernando Sarmento

É manha na Praça Brasil, uma ampla Praça ao Sul do bairro. Com seu peculiar pagode Tailandês ao centro, de jardins floridos, arvores verdejantes, lago com carpas, enfim uma Praça agradável de se ficar.

Por trás da guirlanda de flores existe um parquinho, para que os pequenos brinquem e peguem sol. Mais o que tem essa Praça de diferente, é o “Parlatório dos Viventes”, um espaço dedicado ao dialogo mutuo, de troca de experiencia de vida.

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Humanos são mesmo do caralho

Por: Jonas Baldsom

Em um caloroso dia de verão carioca, dona Gertrudes decidiu ir visitar uma amiga no andar mais alto de um prédio que tem no centro da cidade, após passar um tempo esperando o elevador chegar, aparece um outro rapaz, um jovem que aparentava ter uns 17 anos, rapaz calado e estranho, o elevador chega e essas duas pessoas logo entram no elevador. após passar o 7° andar e nenhum dos dois não falarem nada, elevador para.. e ele fica travado..

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Letrinhas de menina

Por: Alessandra Martins

Era 03 de julho de 1887 quando ela completara seus 15 anos, seu nome era Bárbara, uma filha de escravos, menina tímida, mas muito sonhadora, como qualquer menina em sua idade, um dos seus principais sonhos era a liberdade. A liberdade sonhada não só por ela, mas por toda uma nação que vivia mais 300 anos de escravidão. Bárbara almejava a liberdade de ver seus pais, amigos e parentes livres.

Bárbara havia nascido na “Lei Rio Branco”, mais conhecida como Lei do ventre livre, assinada em 1771. Sendo assim, sendo considerados ”livres”todos que nasceram a partir dessa data. Barbara adora escrever, escrevia um diário relatando todos os acontecimentos ocorridos em seus dias. Cada chicotada observada, cada corrente que apertava, cada mordaça colocada era relatado por Bárbara em seu diário. Eram lágrimas de dor que se transformavam em palavras escritas, ouvia e via muitas rebeliões de escravos descontentes com a escravidão, formação de quilombos de seus ancestrais, tudo era escrito por Bárbara em seu diário.

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Festa na casa de malandro

Por: Alexandra Silva

O taxi parou na esquina da Joaquim Silva, ele desceu, combinou o retorno com o taxista, caminhou devagar apoiado na bengala de madeira, nos pés, um sapato bicolor; terno de linho bem acabado e o velho chapéu palheta. A memória era boa e várias lembranças daquela saudosa Lapa vieram a mente e seus 85 anos não fizeram danos a ela.

Andou e parou em frente ao número 230, ajeitou o chapéu, olhou para fachada que não via há mais de 60 anos, respirou fundo, como se naquele momento, tentasse resgatar a aura da Lapa de 40, quando chegou ao local, pequeno e esperto; ganhou logo a simpatia dos malandros da área e os carinhos das polacas e tantas outras que o mimavam de vez enquanto.

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Como é bom ser criança

Por: Igor de Oliveira – Bola

Juquinha tem nove anos, no auge da ingenuidade caminhando na linha tênue entre a inocência e a consciência sai da casa da “bisa” afim de comprar um sorvete na sorveteria do seu Aroldo, que minutos atrás quando chegava com sua mãe para o aniversário havia encontrado somente alguns passos da casa.

A mãe de Juca de cara discorda, pois sabe quão perigosa pode se tornar essa simples ida na esquina, mas sabe como é avó, e nesse caso era avó e bisavó ou seja dois contra um. Enquanto a mãe se encontrava apreensiva Juca chegava a sorveteria, devidamente educado se dirige ao senhor que se encontra no balcão:

Boa tarde, eu quero um de duas bolas, uma de chocolate e outra de morango.

É pra já.

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Menino do Rio

Por: Rosalina Brito

Centro da cidade, rio de janeiro menino de rua 13 anos mais ou menos indo em direção da mesa, tinha na mão um gargalo de garrafa sua aparência era suja, suas roupas rasgadas e de quem havia consumido muitas drogas, na mesa um senhor aparentando seus 65 anos, bebia uma água, e do lado uma xícara de café. Um menino chega sorrateiramente, coloca o gargalo no bolso e fica olhando para o homem ate que…

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